sexta-feira, 6 de maio de 2016

Condomínio das Minas Gerais

Por solicitação de um morador, cuja mãe precisou utilizar cadeira de rodas devido a um problema de saúde, o síndico do Condomínio das Minas Gerais entrou em contato comigo para elaborar um projeto de acessibilidade que permitisse o acesso ao bloco em que o solicitante reside. Foi um projeto desafiador, pois a inclinação do terreno e limitação de espaço exigiu a elaboração de uma solução que contornasse estes problemas sem limitar o estacionamento que fica em frente aos acessos. Vejam as sugestões que demos:
O Condomínio Residencial das Minas Gerais é um condomínio de apartamentos localizado no bairro Camargos, município de Belo Horizonte. É composto por 17 blocos, totalizando 272 apartamentos. 
Locais que foram abordados neste projeto:
- Acessos laterais a um dos blocos de apartamento, sendo:
1) Acesso à direita do bloco, composto por dois lances de escadas, com uma curva em 90 graus entre eles;
 2) Acesso à esquerda do bloco composto por um lance de escadas.
Primeiro lance de escadas do acesso à direita do bloco de apartamentos

1)     Acesso à direita do bloco
O acesso à direita do bloco de apartamentos pode ser feito a partir da rua, por um portão de metal, ou através do estacionamento, por um lance de cinco degraus, seguido de uma rampa inclinada, e em seguida uma outra escada a noventa graus, composta por mais cinco degraus. Em seguida há uma rampa inclinada e uma porta de metal e vidro, conforme foto abaixo.
Segundo lance de escadas
A sugestão é a construção de uma rampa de metal para ser instalada sobre o primeiro lance de escadas e uma rampa de alvenaria, que deve ser construída sobre o espaço livre que existe entre o fim da escada e a porta que dá acesso ao interior do prédio.
Entre o primeiro e o segundo lances de escadas, há uma área livre
Vista da área livre entre as escadas
A rampa de metal deverá ser instalada sobre a escada que sai do estacionamento, fixando com cimento na base de cada barra vertical. A largura da rampa deverá ser a mesma da escada, 1,04 metro. A primeira seção da rampa deverá ter aproximadamente 2,38 metros, até uma curva para a direita, para evitar ocupar uma vaga de estacionamento. A seção seguinte deverá ter aproximadamente 5,00 metros, até o chão, seguindo a inclinação do terreno. Ao longo de toda a rampa deverá ser instalados corrimões com um metro de altura, contando ainda com uma barra intermediária a 0,50 metro de altura, para segurança.
Rampa de metal a ser instalada sobre o primeiro lance de escadas
A rampa terá uma inclinação de 14,6%, que ultrapassa um pouco o limite definido pela NBR 9050, mais ainda assim possibilitará maior praticidade e conforto ao acesso para pessoas com mobilidade reduzida, assim como para carrinhos de bebes. O piso da rampa deverá ser feito de chapa de aço antideslizante, similar às empregadas no assoalho dos ônibus. As medidas da rampa poderão sofrer alteração pelo executor para acompanhar a inclinação do terreno. É importante que o executor confirme as medidas do local.
Vista frontal da rampa
Para superar o segundo lance de escadas, que fica a noventa graus da primeira escada, a sugestão é a construção de uma rampa de alvenaria sobre o terreno que fica entre o final da escada e a rampa que dá acesso à porta. Há um portão de metal na lateral da rampa, que deve ser alargado e rebaixado para acessar a rampa a ser construída.
Rampa de alvenaria a ser construída sobre o terreno entre os dois lances de escada
A rampa deverá ocupar todo o comprimento do terreno até o início da escada onde deverá ser instalada a rampa de metal (Projeto 1), minimizando a inclinação da mesma. De acordo com nossos cálculos, ela ficará com aproximadamente 21% de inclinação. A medida mínima recomendável para a largura de uma rampa é de 120 centímetros, porém, devido a limitação de espaço, assim como na rampa de metal, a largura desta rampa poderá ser de 76 centímetros, já que esta rampa deverá ser utilizada somente com auxílio. Ao longo de toda a rampa deverá ser instalado um corrimão de noventa centímetros de altura, com uma barra de segurança a quarenta e cinco centímetros de altura.
Vista lateral da segunda rampa

2)  Acesso à esquerda do bloco

O acesso à esquerda do bloco também pode ser feito a partir da rua, por um portão de ferro, ou do estacionamento, por uma escada com quatro degraus. A escada dá em um corredor inclinado e no meio dele há uma entrada a noventa graus que direciona a outro corredor que dá acesso ao interior do bloco.
Acesso à esquerda do bloco, pelo estacionamento
A sugestão é construir uma rampa de metal para ser instalada sobre a escada, fixando com cimento na base de cada barra vertical. A largura da rampa deverá ser a mesma da escada, 1,04 metro. A primeira seção da rampa deverá ter aproximadamente 2,53 metros, até uma curva para a direita, para evitar ocupar uma vaga de estacionamento. A seção seguinte deverá ter aproximadamente 4,00 metros, até o chão, seguindo a inclinação do terreno. Ao longo de toda a rampa deverão ser instalados corrimões com um metro de altura, contando ainda com uma barra intermediária a 0,50 metro de altura, para segurança.
Vista lateral da rampa sobre o lance de escadas à esquerda do bloco
A rampa terá uma inclinação de 12,78%, que ultrapassa um pouco o limite definido pela NBR 9050, mais ainda assim possibilitará maior praticidade e conforto ao acesso para pessoas com mobilidade reduzida, assim como para carrinhos de bebes. O piso da rampa deverá ser feito de chapa de aço antideslizante, similar às empregadas no assoalho dos ônibus.
As medidas da rampa poderão sofrer alteração pelo executor para acompanhar a inclinação do terreno.
Vista frontal da rampa

domingo, 13 de março de 2016

Acessibilidade na portaria

Entrada do Condomínio Luxemburgo, que tem dois degraus após a portaria
Um dos primeiros problemas enfrentados por quem sofre uma lesão medular ou outra enfermidade que o deixe em uma cadeira de rodas é o acesso ao prédio em que mora. Muitas vezes, como aconteceu comigo, há dois ou três lances de escada na portaria. A primeira opção para resolver é utilizar sempre a garagem para sair do prédio. Só que vai depender muito da entrada e estrutura desta garagem. Se for plana o suficiente, será possível sair rodando na própria cadeira de rodas. Mas o risco de dar de cara com um carro é alto, portanto vai demandar muito cuidado. Se não for plana, só dá para sair de carro, o que limita muito a saída.
Degraus da portaria para entrar no prédio
A outra alternativa é solicitar ao condomínio para alterar a portaria e garantir a acessibilidade. Muitas vezes isto é tranquilo, tanto do ponto de vista técnico quanto de "convencimento", pois muitas vezes é preciso brigar muito para convencer os outros condôminos a alterar a fachada e comprar a ideia que todos podem sair ganhando com mais acessibilidade. Se o cadeirante for proprietário do imóvel, a tarefa pode ser mais viável, mas se for apenas inquilino... vai ter que gastar gogó para convencer o povo.
Visão geral da portaria
O cliente em questão adquiriu um apartamento em um edifício que não oferecia acessibilidade na portaria, que tinha dois degraus. Era para ser um projeto simples, porém há uma porta de vidro a poucos metros da escada, o que limita o comprimento da rampa, e consequentemente sua inclinação. Felizmente há um pequeno degrau de seis centímetros antes da porta de vidro, o que viabilizou a elaboração do projeto dentro dos limites de inclinação da norma NBR 9050.
Rampa projetada em 3D para a portaria do Condomínio Luxemburgo
Nossa sugestão foi a fabricação de uma rampa de metal que inicia na borda do primeiro degrau e vai até o início do degrau antes da porta de vidro. Desta forma, a inclinação da rampa ficará em 12,59%, pouco acima dos 12,50% recomendados pela norma. Como o cadeirante utiliza cadeira motorizada, não haverá dificuldade para subir ou descer. A largura da rampa será de um metro e vinte e dois centímetros, ocupando quase toda a largura da escada. Não ocupou tudo devido a uma coluna que há ao lado da porta de vidro. O projeto foi aceito pelo condomínio e a rampa foi construída!
Vista de trás da rampa projetada

quarta-feira, 9 de março de 2016

Hotel Fazenda Ville Real

Vista da piscina principal do Hotel Fazenda
Conseguir hotéis adaptados nem sempre é fácil, em se tratando de hotel fazenda, é ainda mais difícil. Mesmo porque estabelecimentos com esta proposta tem abundância de áreas verdes, decoração rústica e calçamento irregular. Mas como em todos os casos, com um pouco de boa vontade e adaptações, é possível melhorar a acessibilidade de um hotel fazenda. Estive no Ville Real, a 77 quilômetros de Belo Horizonte para passar um reveillon com amigos, e tive o prazer de conhecer um dos proprietários naquela ocasião. Escolhemos aquele hotel porque descobri pelo site que tinham quarto adaptado, liguei para a recepção e detalharam do que se tratava. Disseram que o hotel tem várias casinhas juntas onde ficam os quartos, formando uma vila, e que o chão é de pedra fincada, mas seria possível parar o carro bem em frente ao quarto. Na porta há um pequeno degrau, mas iriam providenciar uma rampa de madeira. E as adaptações do quarto eram boas.
De fato pude fazer tudo que prometeram, parei o carro em frente, colocaram uma rampa na entrada e o quarto era bem adaptado, com uma ou outra coisa para melhorar. Só que não dá para sair de carro toda hora, para ir à piscina principal, por exemplo, é melhor ir rodando. E as pedras fincadas atrapalham bastante. Haviam outros pequenos problemas pelo hotel, e em conversa com os proprietários, se interessaram em fazer um projeto para melhorar a acessibilidade.
Entrada do restaurante, com um degrau de 13 cm
Voltei ao hotel posteriormente para fazer a análise completa da acessibilidade e identificar os pontos onde poderíamos implantar melhorias. O restaurante do hotel conta com um degrau na entrada, onde há passagem de veículos, e um degrau para os fundos. Para os dois casos sugerimos a implantação de uma rampa de madeira móvel, de forma a não atrapalhar a passagem de carros na entrada ou descaracterizar a saída dos fundos. A vantagem da rampa móvel de madeira é ser mais leve do que a de metal para ser colocada somente em caso de necessidade.
Rampa sugerida para a entrada do restaurante
A Recepção do hotel fica em um casarão com as características coloniais preservadas, acessível pela frente por uma escada que dá ao segundo andar, inviável a adaptação sem alterar a caracterização.
Acesso à recepção pela área interna
Para o acesso à recepção pela área interna do hotel, sugerimos a colocação de uma rampa móvel feita de madeira ou metal, na lateral da varanda. Esta rampa ficará com inclinação de 11%, suficiente para que um cadeirante utilize sem muito esforço. Não há necessidade de corrimão.
Rampa sugerida para a recepção
O próximo ambiente que avaliamos foi o Salão de Festas e Convenções. O Salão do Hotel é acessado por uma porta grande na frente e por duas entradas atrás. Em nenhuma delas há acessibilidade. Na entrada da frente, há apenas um degrau, mas o pavimento é composto por pedras São Tomé irregulares. tem diversos elementos que conferem um charme retrô, sendo o principal deles um vagão de trem antigo que fica sobre trilhos, que separam o salão de convenções e o palco do salão principal.
Escada para acesso ao salão de festas
Para acessar a parte de baixo há uma escada que corre sobre os trilhos. E foi exatamente aí o maior desafio do projeto. Nós desenvolvemos uma rampa que possa ser soldada à escada, e assim rodar junto com ela por cima dos trilhos.
Sugestão de rampa sobre os trilhos
A inclinação desta rampa ficou um pouco acima da inclinação máxima permitida na lei, portanto foi acrescentada a observação de que ela só deve ser utilizada com acompanhamento.
Para o acesso ao salão de festas a partir da área da piscina, a sugestão é a construção de uma rampa em cimento, conforme detalhado nas simulações abaixo.
Simulação da rampa de cimento na saída do salão de festas
Medidas da rampa de cimento sugerida
Para os banheiros do salão de festas, recomendamos o remanejamento das divisórias internas, de forma que os banheiros destinados as pessoas com deficiência (opostos à pia) tenham 1,20 m de largura e porta de 90 cm.
Degrau na entrada do quarto adaptado
O quarto adaptado do Vila Real tem um degrau de 14 cm na porta, para superar esse obstáculo é necessária a construção de uma rampa móvel em madeira, ou fixa de cimento. A rampa terá uma inclinação de 10%, com as seguintes medidas:
Rampa de madeira sugerida para a entrada do quarto adaptado
Para o banheiro do quarto sugerimos algumas adaptações simples:
          I.   instalação de ducha com chuveirinho,
         II.   instalação de barras de apoio no box e no vaso sanitário,
       III.   alargamento da porta do box e
 IV.   aquisição de uma cadeira de banho com rodas traseiras grandes.
Banheiro do quarto adaptado
Com estas adaptações, o Hotel Fazenda Ville Real oferecerá maior comodidade a cadeirantes e pessoas com locomoção reduzida.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Rampa de acesso à varanda

Degraus para acesso à varanda antes da reforma
O projeto em questão foi demandado por um cadeirante que se mudou para um apartamento cujo acesso para a varanda era feito através de degraus, um internamente e dois na parte externa. A porta foi rebaixada em 15 centímetros, e não pode ser rebaixada mais pois trata-se de uma viga, portanto foi preciso fazer uma rampa interna, para vencer 10 centímetros restantes do degrau, e uma rampa externa, para vencer o desnível de 28 centímetros correspondente aos degraus antes existentes.

Degrau interno para a varanda

Para a rampa interna foi sugerida a utilização de cimento com cobertura de borracha, para melhorar a aderência, e a para a rampa externa foi sugerida a confecção em aço com superfície com ranhuras, também para melhor aderência.
Após o rebaixamento da porta e retirada dos degraus
A rampa interna deveria ter um metro de comprimento, garantindo assim a inclinação de 10%, dentro da norma 9050, que permite até 12,5% para ser superada com conforto, mas o cliente preferiu fazer com setenta centímetros, para não invadir muito o quarto e impedir o posicionamento de uma cama. Assim, a rampa ficaria com 14,3% de inclinação, pouco acima do máximo permitido.
Projeto da rampa de metal para a varanda
A rampa externa foi desenhada com 2,25 metros de comprimento, para que ficasse com 12,45% de inclinação dentro do máximo permitido. Novamente, por decisão do cliente, o comprimento da rampa foi reduzido para 1,50 metro, o que subiu sua inclinação para 18,6%.
Rampa feita dentro das especificações exigidas
Como nossa sugestão foi a instalação de corrimões dos dois lados, o cliente achou suficiente para auxiliar na subida da rampa. O piso da rampa foi desenhado frisado para dar aderência, e o material sugerido foi chapa de chão de ônibus, pelo custo benefício.


Projeto da rampa interna para acesso à varanda
O custo da adaptação foi estimado em seiscentos reais, já considerando a mão de obra. A rampa externa ficou em quatrocentos reais, já instalada, e a rampa interna ficou por duzentos reais, contando com a cobertura emborrachada. O cliente ficou satisfeito.
Resultado final da rampa interna

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Consultoria em Acessibilidade

Percebendo as dificuldades que as pessoas com mobilidade reduzida tem para acessar diversos estabelecimentos públicos e privados nas cidades, resolvemos oferecer um serviço que possibilite adaptar e transformar estes espaços de forma a permitir a todos o acesso sem transtornos ou complicações.
Nossa equipe é composta por:
Alessandro Ribeiro Fernandes - 42 anos, administrador, paraplégico há nove anos e criador do Blog do Cadeirante, onde relata os desafios de um usuário de cadeira de rodas no dia a dia e sugere soluções para superar os inúmeros obstáculos que encontra. Com pós graduação em Gestão Estratégica, já avaliou dezenas de locais públicos ou privados no quesito acessibilidade, sugerindo modificações que foram implantadas em muitos destes lugares. Possui uma visão crítica da acessibilidade do ponto de vista de quem necessita de acesso a todo momento.
Giordana do Rosário Silva - 38 anos, engenheira civil, companheira do Alessandro, tem vasta experiencia em acessibilidade, principalmente no atendimento as legislações. Busca desenvolver projetos compatíveis com a necessidade do usuário e a satisfação do cliente.
Nosso objetivo é avaliar as características de cada local com uma análise criteriosa considerando as dificuldades encontradas por quem precisa de acessibilidade e propor soluções viáveis e inteligentes para garantir o acesso de todos da melhor forma possível.
Exemplo de projeto de acessibilidade elaborado pela Sem Degraus

De acordo com nossa avaliação e a intenção do proprietário, elaboramos um projeto que garanta acessibilidade, propondo a construção de rampas definitivas ou móveis, que garantam segurança para quem for utilizar. Um projeto bem feito considera a altura e irregularidades do terreno, sugere o material mais adequado e determina a inclinação ideal de acordo com as características do imóvel, para garantir segurança e a leveza necessária em uma boa rampa móvel.
Projeto de banheiro adaptado elaborado para uma indústria de grande porte

Portanto, a equipe SEM DEGRAUS faz avaliação e elaboração de projetos para tornar ambientes comerciais ou residenciais acessíveis, seja através da eliminação de barreiras físicas ou cognitivas, isto é amplia as formas de acesso e entendimento das áreas e setores dos estabelecimentos comerciais, permitindo autonomia de uso a uma maior diversidade de cliente!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Solução simples



Mais um lugar acessível e agradável pra comer: o Benedita Gula da Rua Marília de Dirceu. Não tem banheiro adaptado, mas pra um lanche rápido é ótimo, boa comida e ambiente agradável, com mesas na calçada. E lá há uma solução que resolve 90% das entradas inacessíveis: uma rampa móvel. Não precisa fazer obra, mexer na estrutura ou na fachada do imóvel, basta mandar fazer uma rampa que se encaixe por cima dos degraus e colocá-lá quando necessário. É a mesma estratégia utilizada no Pinguim. Não fica muito caro e atende a quem precisa.
Só que não é só fazer uma rampa de qualquer jeito e achar que tá "quebrando o galho" de quem tá "quebrado". Tem que ter um ângulo bom o suficiente pra pessoa conseguir subir sozinha, sem precisar chamar um guindaste (o ideal é entre 6,25% e 8,33%, de acordo com a ABNT NBR 9050:2004). E tem que encaixar com segurança sobre os degraus, senão o quebrado corre o risco de ficar mais quebrado ainda!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Rampa móvel com corrimão

Rampa móvel com corrimão

Mais um exemplo de rampa móvel para permitir acesso a cadeirantes aqui em BH. E essa é nota 10: além de ter boa inclinação, tem corrimão, o que permite ao cadeirante se apoiar ou auxiliar na subida puxando com uma das mãos, e ainda ajuda uma pessoa com dificuldade de andar a subir com segurança. A rampa móvel tem a vantagem de não precisar reformar o estabelecimento, tem baixo custo e ainda pode ser retirada em uma necessidade, e na hora de fechar a loja. E o lugar, mesmo com uma porta pequena, ficou facilmente acessível.
A loja em questão é a Saúde Vida produtos médicos, na Rua dos Otoni, 615. Eles vendem cadeiras de rodas, esse dia tinha até umas pessoas escolhendo uma. Bem, um lugar que vende cadeira de rodas tem obrigação de ter acesso, né?

segunda-feira, 12 de março de 2012

Rampa construída em prédio residencial

Agora posso entrar pela porta da frente 

Em acessibilidade, é fácil perceber uma característica: a maior parte das vezes em que lugares "não públicos" são adaptados para receber cadeiras de rodas, o dono tem um parente ou um amigo cadeirante. Já é muito difícil encontrar comércios adaptados por iniciativa do proprietário, ainda mais prédios residenciais.
Meu namorado, que é cadeirante, inaugurou há um tempo atrás uma rampa em um prédio residencial, onde mora um casal de amigos nossos. Eles aproveitaram que o prédio passaria por uma reforma para pleitear a rampa para o amigo cadeirante. Antes da rampa, se fossemos visitá-los, nosso amigo tinha que tirar um carro da garagem para entrarmos com o nosso carro e ter acesso ao elevador. Ele fazia sem problemas, mas era chato ter que causar esse transtorno.
E não foi tão difícil fazer a rampa, tinha bastante espaço na faixada, que na minha opinião ficou até mais bonita. Fiquei muito feliz com a lembrança e aprovei a rampinha. E ela será útil para todos, em casos de entrar com móveis ou eletrodomésticos pesados, ou mesmo em um caso de mudança. No fim das contas, vale a pena buscar acessibilidade, independente de ter parente ou amigo cadeirante. E os cadeirantes devem incentivar a todos para que tornem seus prédios acessíveis.
Afinal, todos ganham quando é instalada uma rampa, principalmente se for definitiva como no caso do nosso amigo.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Rampa móvel em prédio residencial

Rampa muito bem feita e com bônus
Aí está um belo exemplo de rampa móvel em um prédio residencial. Feita em alumínio, ela encaixa perfeitamente nos degraus. E não impede que eles sejam usados por outras pessoas. Para completar, a rampa é dobrável, o que facilita para ser transportada e guardada.
Um fato curioso que notei foi uma corrente fechada com um cadeado na base da rampa, para evitar roubo. Como ela é de alumínio e dobrável, facilita para ser retirada e transportada, por isso o receio.
Com direito a sistema anti-furto
É uma prova que até em uma entrada relativamente difícil, em terreno inclinado e com três degraus, é possível fazer uma rampa móvel seguindo as normas de acessibilidade com um ângulo de entrada excelente e com facilidade de ser vencida. E sem atrapalhar o caminho dos andantes. Só faltou um prolongamento do corrimão, que facilitaria muito a subida.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Qual o melhor material?

Rampas móveis devem ser leves para transportar com facilidade e fortes para aguentar um bom peso em cima delas. Qual será, então, o melhor material para construir uma rampa móvel?
Isso depende. Depende da altura dos degraus, do terreno em que será fixada e de quem irá manuseá-la. Os materiais mais recomendáveis são madeira e alumínio, sempre em uma combinação. Madeira deve ser usada na estrutura, e compensado na plataforma, e no caso do alumínio, a estrutura deve ser de ferro e o resto de alumínio. Dependendo da situação, a plataforma pode ser de aço galvanizado.
Abaixo um bom exemplo de rampa de madeira, que vi no restaurante Siga La Vaca, em Buenos Aires. 
É só um degrau e o chão é liso, portanto a madeira foi adequada, ficou leve e tem a inclinação ideal, de acordo com as normas. Apenas uma garçonete conseguiu carregá-la e colocar no lugar.
Um exemplo bom mas que tem algumas desvantagens: é menos resistente e ocupa mais espaço. A primeira delas pode ser resolvida com uma estrutura bem feita, e a segunda, se colocada de pé, pode ser encaixada em qualquer lugar.
O importante mesmo é que uma pessoa com experiência faça o estudo do lugar e recomende o material mais adequado.